Arthur Koestler
domingo, janeiro 31, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
De palavras não sei...
Epígrafe
De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso, a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
... expressão da multidão que está comigo.
De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso, a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
... expressão da multidão que está comigo.
José Carlos Ary dos Santos
02/03/1998
Trova do vento que passa...
...
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
sexta-feira, janeiro 29, 2010
The principal is a she...
(via adfig) Este artigo permite ficar a saber que existem digital teachers-dinosaurs e o "principal is a she" ...o que é muito importante!
Para além de uma visão sobre QIs... diferente!
http://www.edweek.org/tm/articles/2010/01/27/tln_ferriter_whiteboards.html?tkn=Q[RFGmQux6XnMebDMl4nddRDutTae13KtmNE
Para além de uma visão sobre QIs... diferente!
http://www.edweek.org/tm/articles/2010/01/27/tln_ferriter_whiteboards.html?tkn=Q[RFGmQux6XnMebDMl4nddRDutTae13KtmNE
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Encontros...
Costumo anotar as citações que encontro e que me "dizem" alguma coisa.
Porque o som das palavras, porque o que possam significar despertam neurónios adormecidos, porque...
Quando se sai para o "mar", em viagem, acontecem bons encontros.
O último aconteceu com Fernando Pessoa:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
É (era) a minha última anotação.
Hoje alguém saiu para o mesmo "mar" ... teve o mesmo encontro... e partilhou comigo :-)
Porque o som das palavras, porque o que possam significar despertam neurónios adormecidos, porque...
Quando se sai para o "mar", em viagem, acontecem bons encontros.
O último aconteceu com Fernando Pessoa:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".
É (era) a minha última anotação.
Hoje alguém saiu para o mesmo "mar" ... teve o mesmo encontro... e partilhou comigo :-)
Incertezas... dúvidas...
Leio e releio as hints de Metodo...
No meio de n tarefas tão diferentes para executar...
Neste desassossego que me perturba os dias...
Apesar de saber que...
"... O professor vê o discípulo partindo para o desconhecido, para voltar com os mapas que ele mesmo irá fazer, de um mar onde mais ninguém esteve.
É isso que deve ser uma pesquisa e uma tese: uma aventura por um mar que ninguém mais conhece".
No meio de n tarefas tão diferentes para executar...
Neste desassossego que me perturba os dias...
Apesar de saber que...
"... O professor vê o discípulo partindo para o desconhecido, para voltar com os mapas que ele mesmo irá fazer, de um mar onde mais ninguém esteve.
É isso que deve ser uma pesquisa e uma tese: uma aventura por um mar que ninguém mais conhece".
R Alves, Livro sem Fim, 2002
E, pelo meio, outra aventura boa, muito boa...
São tantas as dúvidas, as incertezas...
sábado, janeiro 23, 2010
Mas sei uma coisa...
Não é possivel deixar de passar todos os dias pelo "meu" Facebook ou Twitter...
Arrependo-me cada dia que não o consigo fazer...
Tanta aprendizagem boa, importante que lá faço.
Porque há professores que partilham imenso.
A suas experiências e...as de outros!
Quando é que "cresço" e fico assim?
Arrependo-me cada dia que não o consigo fazer...
Tanta aprendizagem boa, importante que lá faço.
Porque há professores que partilham imenso.
A suas experiências e...as de outros!
Quando é que "cresço" e fico assim?
Boas práTICas
Duas frases que retive do video de Antonio Solano:
"A mudança tem de ocorrer de forma natural..."
por isso, digo eu, têm de ser os professores a querer e... para isso, têm de sentir a necessidade de mudar...
"Tudo mudou no mundo que nos rodeia e mudou tão pouco na sala de aula...!"
Não é preciso pensar muito... para concordar com esta evidência...
Não será pois muito difícil, sentir a necessidade de mudança... sob pena de ficarmos "velhos" antes do tempo...
Digo eu, de novo...
Mas que sei eu?
"A mudança tem de ocorrer de forma natural..."
por isso, digo eu, têm de ser os professores a querer e... para isso, têm de sentir a necessidade de mudar...
"Tudo mudou no mundo que nos rodeia e mudou tão pouco na sala de aula...!"
Não é preciso pensar muito... para concordar com esta evidência...
Não será pois muito difícil, sentir a necessidade de mudança... sob pena de ficarmos "velhos" antes do tempo...
Digo eu, de novo...
Mas que sei eu?
sexta-feira, janeiro 22, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Does my brain enjoy reading e-books?
Well... I don`t really know for sure, but... I think it does... it will...
A propósito do artigo "Does the brain like e-books?" publicado no New York Times (sim...apenas à distância de... um click!), em que uma série de researchers de várias áreas dissertam sobre o assunto...
Fico a pensar que, mesmo no século XXI, continuamos, de uma forma geral, a ser um pouco cépticos em relação ao futuro, ou, pelo menos, em relação a algumas (mais que previsíveis) mudanças.
Mesmo se fazemos muita investigação e somos especialistas do cérebro...
Não sei porque não consultaram o Antonio Damásio...
Depois... às vezes é difícil não ser impaciente neste mundo de pessoas tão idiossincráticas... e sentir-se tipo allien...
Gostei da perspectiva de David Gerlentner que não é nem professor de Inglês, nem de Informática, nem especialista do cérebro porque é só... um computer scientist, whatever that might be!
"...The most important ongoing change to reading itself in today’s online environment is the cheapening of the word. In teaching college students to write, I tell them (as teachers always have) to make every word count, to linger on each phrase until it is right, to listen to the sound of each sentence.
But these ideas seem increasingly bizarre in a world where (in any decent-sized gathering of students) you can practically see the text messages buzz around the room and bounce off the walls, each as memorable as a housefly; where the narrowing time between writing for and publishing on the Web is helping to kill the art of editing by crushing it to death. The Internet makes words as cheap and as significant as Cheese Doodles.
Of course there are great stylists writing in English today (take John Banville or Martin Amis). Of course, word processors could be the best thing that ever happened to prose, and “cloud” computing will soon offer readers the chance to consult any text in any library anywhere.
The tools (as usual) are neutral. It’s up to us to insist that onscreen reading enhance, not replace, traditional book reading. It’s up to us to remember that the medium is not the message; that the meaning and music of the words is what matters, not the glitzy vehicle they arrive in....".
(os coloridos são meus).
Gerlentner gosta de palavras, parece-me!
Gosto muito de livros, em papel, com muitas letras dentro...
Mas parece-me que o meu brain vai gostar de ler os e-books nos e-readers e ...muito!
Mesmo que os leia mais devagar...
A propósito do artigo "Does the brain like e-books?" publicado no New York Times (sim...apenas à distância de... um click!), em que uma série de researchers de várias áreas dissertam sobre o assunto...
Fico a pensar que, mesmo no século XXI, continuamos, de uma forma geral, a ser um pouco cépticos em relação ao futuro, ou, pelo menos, em relação a algumas (mais que previsíveis) mudanças.
Mesmo se fazemos muita investigação e somos especialistas do cérebro...
Não sei porque não consultaram o Antonio Damásio...
Depois... às vezes é difícil não ser impaciente neste mundo de pessoas tão idiossincráticas... e sentir-se tipo allien...
Gostei da perspectiva de David Gerlentner que não é nem professor de Inglês, nem de Informática, nem especialista do cérebro porque é só... um computer scientist, whatever that might be!
"...The most important ongoing change to reading itself in today’s online environment is the cheapening of the word. In teaching college students to write, I tell them (as teachers always have) to make every word count, to linger on each phrase until it is right, to listen to the sound of each sentence.
But these ideas seem increasingly bizarre in a world where (in any decent-sized gathering of students) you can practically see the text messages buzz around the room and bounce off the walls, each as memorable as a housefly; where the narrowing time between writing for and publishing on the Web is helping to kill the art of editing by crushing it to death. The Internet makes words as cheap and as significant as Cheese Doodles.
Of course there are great stylists writing in English today (take John Banville or Martin Amis). Of course, word processors could be the best thing that ever happened to prose, and “cloud” computing will soon offer readers the chance to consult any text in any library anywhere.
The tools (as usual) are neutral. It’s up to us to insist that onscreen reading enhance, not replace, traditional book reading. It’s up to us to remember that the medium is not the message; that the meaning and music of the words is what matters, not the glitzy vehicle they arrive in....".
(os coloridos são meus).
Gerlentner gosta de palavras, parece-me!
Gosto muito de livros, em papel, com muitas letras dentro...
Mas parece-me que o meu brain vai gostar de ler os e-books nos e-readers e ...muito!
Mesmo que os leia mais devagar...
segunda-feira, janeiro 18, 2010
domingo, janeiro 17, 2010
Tempo... outra vez...
"We need time to dream,
time to remember
and time to reach the infinite.
Time to be."
time to remember
and time to reach the infinite.
Time to be."
Gladys Taber
I`m looking forward...
A partir de amanhã vou ter tempo, não para chegar ao infinito mas... para chegar às estrelas!
Vou ter mais tempo para sonhar com o que gosto... agora...
Não sei se vou ter tempo para ser.
Há tempo para tudo.
O tempo para ser... vai acontecendo...
sábado, janeiro 16, 2010
Net...
Podia viver sem net?
Poder, podia (??) mas (obviamente)... não era a mesma coisa!
Podia viver sem Zon?
Claro que podia, que posso!
Não se consegue trabalhar com tanta lentidão!
Ainda bem que estou quase a ficar com tempo para tratar de mudar de operadora, de contrato, de máquina, de qualquer coisa!
Assim, é que não pode ser.
Apesar de imigrante digital, tenho de ser "mais bem melhor" tratada!
Acho que... mereço!
Poder, podia (??) mas (obviamente)... não era a mesma coisa!
Podia viver sem Zon?
Claro que podia, que posso!
Não se consegue trabalhar com tanta lentidão!
Ainda bem que estou quase a ficar com tempo para tratar de mudar de operadora, de contrato, de máquina, de qualquer coisa!
Assim, é que não pode ser.
Apesar de imigrante digital, tenho de ser "mais bem melhor" tratada!
Acho que... mereço!
quarta-feira, janeiro 13, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)


