@Digit@l Pixel

It is not enough to have knowledge, one must also apply it.
It is not enough to have wishes, one must also accomplish
.
Johann von Goethe


Sorriso..., inquietude, persistência, energia, conhecimento, acção, querer, determinação, resiliência... sempre!
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segunda-feira, junho 24, 2013

Lembrei-me...

Outro dia um senhor que também escreve artigos, depois de uma anamnese longa afirma/pergunta assim:
"Com esse seu percurso e formação toda, deve saber umas coisas...?"
Reflito um pouco e
"Bem, era suposto saber alguma coisa mas não tenho tanto a certeza..."
e a seguir mostrou-me no écran o mais recente artigo escrito, por uma enorme equipa
:-)

quinta-feira, maio 09, 2013

O exame da 4.ª classe

Estou há 8 horas a trabalhar com números.
Vou agora trabalhar um pouco com palavras.
Acabei de ler "ainda bem que não fiz o exame da 4.ª classe".
É o mote.
Era miúda e sabia que havia exame para fazer no fim da 4.ª classe. 
Ouvia os adultos falar que tinha de se ir a outras escolas.
Mas o meu exame da 4.º classe foi na minha escola, apesar de haver outra mais importante bem perto.
A professora tinha sido sempre a mesma, da 1.ª à 4.ª classe e todos os anos e todos os finais de  período fazíamos exames que se chamavam "provas".
Passados dois anos de acabar a 4.ª classe fui buscar as provas todas à escola (no final do 1.º período da 1.ª classe já sabíamos ler e já saía no exame uma conta de divisão).
Foi assim que passados cerca de 30 anos pude ir comparando as minhas aprendizagens com as dos meus filhos e ir rabujando com a falta de treino de tudo - gramática, operações, reduções,... - com o uso da calculadora, com o estudo do meio, sempre com os mesmos temas nos 4 anos, com a falta de treino da escrita, com a falta de uso do dicionário para treinar a memória visual e não só, com a falta de estudo de um texto a nível gramatical, com a falta de tirar significados com os deveres de casa a escrever pela centésima milionésima vez "unidades de milhar de milhão e trilião"!
Tive de desistir!
Preocupei-me que era uma pena que estivessem a aprender tão pouco.
Pensei nos meus alunos fracos e nos seus percursos de vida escolar e ganhei esperança de novo.
Os miúdos - agora no 9.º ano - tiveram provas de aferição no 4.º ano.
Nada que se comparasse com o exame oral que tive de fazer perante a minha professora e mais duas.
Podia escolher-se o texto e depois era a sabatina da gramática.
Uma parte do dia, era a pior parte: a dos lavores.
Mantenho até hoje o saquinho que fiz a ponto de cruz.
Como a professora não treinava os lavores nas aulas, treinavamos nas férias em casa e lá deu no dia do exame para terminar o saquinho e mostrar o quão prendadas as meninas da altura podiam ser (então como agora, também havia o "faz de conta que ").
No final da prova, o júri, representado pela minha professora disse-me que, apesar de ter sido a melhor, não ia ficar com o prémio final.
Afinal, durante os 4 anos tinha ganho os prémios todos e com certeza que não me importaria de dar este último à colega que ficava sempre em 2.º lugar, a título de consolação.
Que podia uma criança responder com 10 anos?
Mas lembro-me do que pensei.
Lembro-me de como ganhei os prémios todos. 
Porque sim. Até tinha dificuldades na aritmética mas tinha de as superar. Parece que lá ia conseguindo...
Mas fiquei traumatizada.
Até hoje.
Não com o exame.
Até nem gostava de exames pois era muito tímida e não gostava de ralhetes.
Nesse ano estreava-se o ciclo preparatório e não foi preciso ir para o colégio que exigia exames.
No ciclo preparatório, bastava ter média de 14 nos 2 anos para se dispensar de exames.
Voltei a fazer 2 exames no final do liceu e os obrigatórios orais e escritos para os cursos de inglês.
Depois fiz 5 anos de um curso com cadeiras (era assim que se dizia) todas semestrais, com exames práticos, teórico-práticos e teóricos e orais e...
Tive que fazer uma oral que correu mal mas safei-me muito bem, disse o professor perante o meu espanto. Tinha que fazer outra para defender a nota que era alta ou passava uma fasquia estipulada pela Faculdade. Não fiz a oral. Não compensava o gasto de adrenalina. A nota baixou.
E dissertação no 6.º ano em provas públicas.
No final do curso, aconteceu o mesmo que na primária: tive a melhor nota mas fiquei com média de 14,4.
Na vida profissional as coisas correm uns anos melhor, outros anos pior que isto de trabalharmos todos de forma inacabada é muito complexo.
Volto à Universidade muitas vezes para formações mais ou menos complexas.
Continua a acontecer o mesmo tipo de metáfora do exame da 4.ª classe: de vez em quando lá vem um que se engana na nota, não reconhece o erro e não corrige.
(quando for grande não quero ser assim).
Os exames obrigaram-me a "perder" alguma timidez.
Acho que não fiquei traumatizada.
Ou antes, estou traumatizada com as injustiças.
O resto não é problemático.
Os miúdos estão no 9.º ano.
Fartam-se de fazer testes intermédios e encaram com alguma serenidade os exames de Mat e Port, embora a passagem do ano dependa disso.
Os miúdos que esta semana fazem os exames do 4.º ano deviam saber desde o 1.º ano que os teriam de fazer.
Esse é que é o trauma, apesar de contar pouco e servir (?) para aferir o estado da arte.
"Ainda bem que fiz o exame da 4.ª classe?"
Pois não sei responder.
Está feito.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Que falta de imaginação! (para postar...)

Então vou contar uma história

Um dia destes fui "passear" e tive de pernoitar
Ao outro dia, ao pequeno-almoço encontro já sentadas, duas pessoas que cumprimento, a quem agradeço por diversas razões e etc.
Convidam-me para me sentar
Agradeço mas recuso de uma forma meio pateta, pouco consistente, balbucio não sei porquê
Porque tinha combinado fazer companhia (e vice-versa) a uma colega que ali estaria com o mesmo objetivo
Sento-me à espera
Aprecio a paisagem
Do alto do 8.º (ou seria 5.º?) andar avisto um edifício da cidade no qual encontro beleza
Aprecio o sol que entra pela sala adentro
E arrependo-me de não me ter sentado bem mais perto da janela
As duas pessoas entretanto acabam e vão-se
Ao lado fala-se muito em brasileiro
Um senhor resolve sentar-se na mesa mesmo ao lado da minha
Fico a pensar que não quererá sentir-se tão solitário já que havia imensas mesas na sala pouco cheia
Não mete conversa - chegou a parecer-me que o faria - e sai primeiro de que eu
(para o mesmo sítio, pois haveria de "tropeçar" nele mais tarde)
Começa a fazer-se tarde
A colega não aparece
Não a vislumbro na sala
Hora de saída então
À espera do elevador para descer
E ei-la
Ok
Deve ter ficado atrás de uma coluna, penso eu
Tivemos o dia todo para conversar, almoço inclusive, num dia cheio de coisas boas como o sol da cidade grande, por exemplo...
:-)

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Não tarda nada...

Claro que não serve de nada dizer que tudo passa num instante... pois não?

sábado, novembro 24, 2012

Pragmatices...

Ok.
Nas ciências exatas, às vezes temos umas "discussões" sobre aquilo que chamamos factos
Divergimos às vezes sobre algumas teorias criadas para explicar "coisas" que ninguém vê (nunca vi um átomo, um que fosse...)
Perdemos tempo até com umas picuices que não interessam nada e, portanto, nem enriquecem o conhecimento já existente ou contribuem para a criação de novo, modernizamos as nomenclaturas e etc...
Os livros falam das diferenças entre as "ciências naturais" ou as "ciências físicas" e as "ciências sociais"
Quantos mais livros e artigos e autores se lêem nas ciências sociais... mais "teorias" se lêem
(já sei que uns vão pensar que isto é um sacrilégio...)
Hoje sou pragmática
Mas como sou pessoa humana, ainda por cima inacabada, sei lá se amanhã não vou ser positivista ou neo-positivista
(neo-pragmática também era giro, posso inventar, criar...)
Portanto, isto de ser cientista social não é fácil (ser cientista exato também não é..)...
Mas acabei de ler uma dissertação com uma parte metodológica muito "exata".
A dissertação é toda ela muito bem escrita (tem gralhas, essa imperfeição que nos tolhe na sombra...)
Imagino que o júri a terá apreciado pois ler "coisas" bem escritas não deverá ser muito corrente nos dias de hoje :-)
Mas a autora nasceu num ano de boa safra, com certeza...
;)

terça-feira, abril 24, 2012

Inteligência...

Ouvir alguém que entende de educação, porque teve/tem praxis provoca momentos de muita interpelação interior, como quando se lê um livro ou um filme que nos "diz" alguma coisa sobre a qual sabemos coisas, muitas coisas.
MSG dizia:
"Passa-se na escola o que se passa nas bibliotecas: os livros mais inúteis são os que se colocam mais alto".
MSG interpelou-se, parece-me, muitas vezes
No seu tom amistoso, interpela também quem o ouve:
"A inteligência é a capacidade de ser feliz e de ser boa pessoa. A inteligência falhada é a amargura" Eu não quero uma escola com a inutilidade no alto.
Eu não quero uma escola amargurada
Nem para mim nem para aqueles a quem acho que ensino alguma coisa e com quem também aprendo... Eu quero uma escola de inteligências consideradas, aproveitadas
MSG agradeceu à Clara que há um ano atrás ouvia comigo, no mesmo auditório, o mesmo MSG
Comentávamos o que ele acabara de dizer:
"Fala-se tanto de escola e os professores não escrevem sobre isso"
Na  altura, na plateia dissemos uma à outra que o faríamos
A Clara, passado um ano, já  escreveu um livro com os alunos e hoje ofereceu-o a MSG no intervalo
Na 2.ª parte da sessão, MSG falou da Clara e pareceu sinceramente ter apreciado aquilo que espoletou com as suas palavras há um ano
Ando entusiasmada com outros "escritos" que me têm permitido exercitar a escrita
Tenho dito e escrito que também vou escrever, a seu tempo, diferente da Clara, outras escritas
Chego a casa após o seminário e tenho uma msg privada no FB de uma colega que lera um post num  FB meu e me pergunta se já pensei em escrever um romance!
Curiosas estas coincidências...
Um professor meu um dia disse-me que "escrever liberta"
Relembrou-me isso pois que quando era adolescente, aluna do que é hoje o secundário, escrevia muito...
O PhD e outras formações levaram-me a querer voltar à escrita
Outros acontecimentos profissionais têm-me feito pensar muito
Hoje percebi que isso também aconteceu a MSG
Sereno dizia que
"Ensinar não é somente uma forma de ganhar a vida.
É sobretudo, uma forma de ganhar a vida dos outros"
(minúsculas reflexões depois de um seminário sobre a direção das escolas e as melhorias de processos e resultados educativos)

para memória futura... :)

segunda-feira, março 12, 2012

Ontem à noite olhava as estrelas...

E pensava na sessão de trabalho de meio fim de semana...
Fiquei surpresa com a ênfase dada aos agradecimentos que nos deram
De tal modo que quase fui (fomos?) tímida a agradecer a oportunidade
Por isso, ontem à noite olhava lá fora as estrelas e pensava que tinha de escrever-lhes a agradecer
Mas... hoje não tive tempo para pensar bem no que quero escrever e ainda bem
A formalidade "obrigou" a novos agradecimentos, desta vez por escrito ainda do lado de lá
A última chegou há pouco... surpreendente
De facto parecem acontecer 2 coisas:
1. Os professores da lower education não estão habituados a serem elogiados e ficam, como dizem os ingleses, awkwardly, espantados, surpresos, atonished
2. Os Profs da higher education e que não são das ciências da educação, espantam-se com as capacidades de trabalho dos professores e... elogiam, celebram, cumprimentam
Não tenho dúvidas
Da troca de experiências e das vivências destes 2 mundos da educação, saem todos bem mais fortalecidos
Uma experiência profissional muito gratificante, acho que para a maior parte de nós...

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

E finalmente... e ainda... e só...

Saiu... finalmente!
Parece que não queria, não deixavam, sei lá...................
´Bora lá que há muito mais para fazer...
Mas mesmo muito mais!
 
Hoje é dia 29 de fevereiro, de um ano bisexto
Um sr xpto, que não é de cá, com quem há tempos troquei umas brevíssimas palavras em Lx - no começo do "ano letivo" -, deu-me hoje, na cloud, umas palavras de alento para o meu trabalho, que não faço a mínima ideia se foi por acaso ou se por que tem estado atento ao meu work (isto não é nada, mas mesmo nada provável, mas...pronto)
(devia colocar aqui o nome do sr; um dia mais tarde, esqueço-me do que é que significavam os meus enigmáticos posts... e lá se vai o "para mais tarde recordar")
:-)
Na vinda de Lx, apanhei o metro e o comboio com um colega com quem também hoje acabei de fazer um trabalho...
Giro!
Pode ser que estes 3 "sinais" dêem sorte...
:-)

Voltei cá ainda não são passadas 48 horas sobre o post:

1. O SG está a correr muito bem; oxalá continue neste ritmo! Eu... até merecia!
Portanto, vou começar a fazer a lista dos peritos meus pares (não na perícia, claro; eu vou é aprender com eles)
2. O sr (muito) importante, de um post anterior, já me enviou um "presente" e já agradeci

3. O sr xpto continuou com a conversa e com perguntas; acho que precisava de umas respostas, por isso... já fiz a minha boa acção do dia
4. Tive umas ideias para umas investigações futuras (sou doida, claro, pois ainda não acabei - nem nada que se pareça - esta; mas as outras vão ser peanuts comparadas com esta...)


Vai daí que... haja saúde e a rosa será infinita! 

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

No dia 19 Fev escrevi aqui Efeméride...

Porque recebi resposta a uma carta importante com "promessa" de...
Só passaram 5 dias úteis e tenho a concretização da "promessa".
(Um bom exemplo para quem está mais abaixo, bem mais, mas não percebe do que falo...nem sabe ser humilde do alto de um pseudopedestal de que, não tardará nada, vão cair...)
Fico à espera que o outro meu desejo se concretize.
Quer dizer, que se vai concretizar já sei.
Queria é que fosse antecipado...
Por outro lado...
Espero há dias pelo aval para arrancar com uma tarefa muito importante...
Há coisas que eu não consigo perceber nas pessoas, não consigo
Acho que me esforço... mas não percebo...
Também, no meio de toda a minha impaciência, acabo por saber esperar... espero anos, se for preciso.
Como foi o caso da "promessa" que referi na primeira linha...
Há outras pendentes... mas vou saber esperar.
O meu corpo ressente-se.
A minha sensibilidade também mas um dia arranjo forma de compensar...
Porque há sempre, sempre dias felizes
E ideias...
:-)
E tenho o local de trabalho todo desarrumado, eu que não gosto de desorganização...
Porque escrever 2 papers ao mesmo tempo, sobre assuntos diversos... dá nisso
Sim, nos interregnos das esperas, vai-se lendo e escreve-se
:-)
(O GAVE "encravou"; e tenho de tirar a última prova para os miúdos treinarem uma última vez amanhã que na 4.ªf há teste intermédio de matemática  e a professora disse que o novo ministro era a favor de mais rigor e, portanto, o TI vai ser mais difícil...
Ora aqui está um assunto interessante para investigação... a pensar, a pensar!)
:-)

domingo, fevereiro 12, 2012

Papering...

No ano passado tive a ideia de irmos à ECEL 2011.
Depois de algum brainstorm em equipa, decidimos escrever dois artigos
Foram os dois aceites
O dos repositórios sem quaisquer sugestões
O outro com sugestões minor, acatadas em parte
Em Nov 2011 fomos a Brighton e apresentei os 2 papers, na conf que decorreu numa das duas universidades de Brighton
Havia a hipótese de os melhores artigos serem selecionados para serem publicados no número especial de uma revista
Há pouco avisaram-me que os dos reps não tinha sido seleccionado
Agora avisaram que o outro tinha sido selecionado para, depois de o tornarmos "maior"
Fiquei contente. Bastante. Porque sei que fui a inspiradora da ideia...
Much I do about nothing, o título de uma peça de Shakespeare de que me lembro sempre em vez de fuss (porque prefiro)
Acho que às vezes podia concretizar muito mais mas o tempo não dá para tudo e sou demasiado reflexiva, o que gasta tempo
Nunca tinha pensado muito nisso
Mas tenho cada vez mais a certeza do meu "papel" que foi e é o que me faz gostar de ser professora ou de trabalhar em equipa: empurrar para a frente, perguntar "E por que não?", sugerir fazer diferente, motivar, inspirar (não sou nada de modas, como lia há pouco num texto de A Nóvoa...; mas não gosto de fazer porque toda a gente faz assim ou porque sempre se fez assim, tipo "em fórmula que resulta não se mexe". Falácia. Nada é para sempre. E tudo está sempre a mudar...), "sonhar", não desistir...
Pois não é pretensão alguma...
É dar-me conta do que realmente é...
Assim, tenho de começar a explorar melhor estas capacidades e usá-las apenas com quem merece a pena.
O ser humano é uma máquina maravilhosa e "terrífica"* e cruel ao mesmo tempo...
Ainda estou a tempo de aprender a escolher quem merece a pena...
A idade trouxe-me impaciência...
Mas ainda estou a tempo.

*uma palavra carinhosa, usada pelo meu filhote quando era pequenino, para descrever os maus das histórias...

Life is like ryding a bycicle. To keep your balance you must keep moving ~ A Einstein